quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Allianz Arena

Ainda em Munique, teimei em ir ver o estadio do Bayern, da autoria dos arquitectos suiços Herzog e de Meuron. Fomos quase os ultimos a la entrar nesse dia e, por momentos, pensei ter ficado encarcerada no interior do estadio e sem qualquer segurança a vista. Pouco depois, descobri uma saida. A luz muda de cor ao longo do tempo.

Jüdishes Museum - Munique



Wandel Hoefer Lorch Architekten
A luz ajudou.

Oliven

Enquanto passeava por Munique, mais precisamente pelo mercado, dei conta das nossas azeitonas, entre as muitas iguarias presentes. Bonitas. E de fazer crescer agua na boca.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Dachau


O portao de entrada do primeiro campo de concentraçao Nazi, em Dachau, proximo de Munique. "Arbeit Macht Frei" - qualquer coisa como "o trabalho far-te-a livre".

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O Som da Neve

O Dilema do Omnivoro

That perhaps is the what the industrial food chain does best: obscure the histories of the foods it produces by processing them to such an extent that they appear as pure products of culture rather than nature - things made from plants and animals. Despite the blizzard of information contained in the helpful Macdonald's flyer - the thousands of words and numbers specifying ingredients and portion sizes, calories and nutrients - all this food remains perfectly opaque. Where does it come from? It comes from Macdonald's.

domingo, 23 de novembro de 2008

Davos

No momento em que escrevo esta a nevar la fora. Apesar de ter nevado pela primeira vez ha um par de semanas, nos ultimos dias tem acontecido regularmente. Hoje fui até Davos, uma vila muito popular para a pratica de ski. Dei um passeio, fui a uma sauna e visitei o museu dedicado a um importante expressionista alemao. Estranhamente (ou nao) ouvi falar portugues, dados os imigrantes que la trablham em hotelaria e restauraçao, sobretudo no Inverno.




mmmh... parece mesmo açucar glacé

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Acontece uma vez por ano

Ontem convidei algumas pessoas para um jantar informal, com o proposito de celebrar o meu aniversario (apesar de ser hoje o dia em que faço anos). Nao me lembro da ultima fez que fiz comida para 12 pessoas. Cantaram-me os Parabens em ingles, italiano, alemao e sueco. Antes de soprar as velas liguei a minha mae, que me cantou os parabens em portugues pelo altifalante do telefone.


Hoje tive o dia livre. Dormi ate tarde, arrumei algumas coisas, dei um passeio pela cidade e senti o ar de Inverno na rua. Vi o Casablanca pela primeira vez. Apesar da data, nao vou faltar a aula de alemao. Apesar do frio, teimo em ir de bicicleta ate la.

Obrigada Mariana, Susana e Ricardo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Diversos

O meu pai faz setenta anos no proximo mes.

Nao consigo deixar de ouvir o novo album dos Cut Copy, apesar de soar a uma noite na discoteca. Sera sensato continuar a usar o ipod na bicicleta?

Um amigo meu foi pai pela segunda vez. Vi uma foto do bebe, ainda na maternidade. Na cabeceira do berço estava um cartao que dizia "C'est un garçon!" e o nome. Nasceu no Luxemburgo, é meio portugues, meio grego, e um pedacinho de gente irresistivel.

O meu aniversario chega em breve. Convidei quase uma dezena de pessoas e ainda nao sei o que lhes vou alimentar. Vou a Munique no fim do mes, para comemorar. Fica a 4 horas de comboio.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O meu primeiro Halloween

Uma das minhas amigas aqui fez anos na semana passada. Fez uma festa de aniversario relacionada com o Halloween e todos os convidados tiveram de se mascarar. Fui, por uma noite, um mexicano.

Yeiii!

Roma - Museus do Vaticano

Na minha viagem a Roma em Outubro visitei no ultimo dia os museus do Vaticano. A fila para entrar era longa, mas nao esperei muito tempo para entrar. Passei por varios corredores, patios e sala, até finalmente chegar a Capela Sistina. Senti-me como que em peregrinaçao, dada a quantidade de gente que me rodeava.

Numa das salas esta a "Escola de Atenas" do Rafael. No centro do quadro estao Platao e Aristoteles. Na Capela Sistina nao é permitido tirar fotografias, pelo que as minhas impressoes encontram-se apenas na minha memoria. Mesmo que pudesse aqui deixar fotografias, nada se compara a estar la presente. Fica-se com a sensaçao do poder da igreja catolica e do espolio artistico que possui. É, simultaneamente, fascinante e assustador.


terça-feira, 21 de outubro de 2008

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Roma - Pietá

No interior da basilica de S.Pedro esta a Pietá do Miguelangelo. Quando
se entra na Basilica, para alem do mar de turistas que está sempre
presente, há uma mancha mais densa mesmo em frente à esculptura.
Infelizmente, devido uma tentativa de vandalismo, está atrás de um
vidro.

Roma - Piazza S.Pietro

Estive três dias em Roma. A cidade é tudo o que eu esperava e ainda mais.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Saudades das férias

Numa altura em que as temperaturas desceram e ja nao dao abébias as t-shirts, aqui fica um pedacinho das férias de Verão.

P.s.: sim, eu sei que por aí ainda estao quentinhos. Raios vos partam...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Cozida a vapor

Nesta terra, talvez como em Lisboa, cultiva-se o habito de visitar saunas e banhos regularmente. No Domingo passado e com o ceu a ameaçar chuva que cedo se concretizou, rumei a um destes espaços de "Wellness" onde passei a tarde. Piscina com bolhinhas, sauna de 80 graus (onde me pareceu suar todos os fluidos do corpo), sauna com cheiro a folhas de eucalipto, sala de meditaçao, duches varios. Obviamente nao tirei fotos enquanto la estive, mas aqui ficam algumas fotos que encontrei no site.

Banco?

O tanque de agua fria, depois da sauna de 80 graus.

Sauna com cheirinho a eucalipto.

Sala de meditaçao (creio que, se o Kubrick fosse vivo, faria filmes com cenarios assim).

E, pormenor que habilmente deixei para o fim, tudo nu. Sim, entrei numa sauna hiper-quente e tirei a toalhita diante de estranhos. Com sorte e com tanto vapor, pode ser que ninguem tenha visto nada.

O tipo que faz com que o ténis pareça canja

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Limonada de Oiro

Durante a primeira das duas semanas que passei na Corsega, fiz um percurso a pé de cinco dias. Mais ou menos a cada 3 horas de percurso, encontrava uma aldeia onde enchia as garrafas de agua na fonte de agua fresca e onde me sentava por alguns minutos a saborear uma limonada. Depois de horas de descidas e subidas ingremes, esta limonada fresca e borbulhante sabia realmente a oiro.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Meu querido mês de Agosto 2


Salsichas enroladas em couve, feitas pelas mão magicas da minha mãe.

Meu querido mês de Agosto 1

Ajaccio e Filitosa



Chegada a Bastia

Caros leitores

Depois de um periodo de inactividade, o blog ressuscita. Como primeiro prato, fotos das férias na Corsega.



segunda-feira, 23 de junho de 2008

Olha a onda

Apos me ter queixado da cinzentude dos dias, eis que uma onda de calor se apodera da Suiça. No Sabado fui de bicicleta até um lago onde me demolhei pela primeira vez este ano. Pelo caminho, suei litros de agua enquanto me debatia com os declives dos arredores de Zurique. Ainda dei algumas raquetadas de badmington na relva fresca e comi um geladinho. Nada que se compare ao aroma do mar e a textura da areia entre os dedos. Mas tambem é bom.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Suiça-Turquia

E chega finalmente o dia em que posso aqui relatar os acontecimentos da quarta-feira passada, mais concretamente do Suiça-Turquia.

Depois de tomar o comboio para Basileia, ainda parei num dos bares da estaçao para uma sande fria e insonsa, enquanto pregava os olhos na televisao para assistir ao fim do Portugal-Republica Checa. Segui para o estadio e, pelo caminho, um grupo de tres turcos procurava desesperadamente um bilhete para o jogo. Ouvi alguem murmurar umas centenas de francos e confesso que me ocorreu livrar-me do bilhete e ir compensar a sande com um farto e dispendioso jantar. Porem, como o bilhete me tinha sido oferecido, a maldita moral descongelou-me os escrupulos.

Ao passar pela segurança, vi-me obrigada a deixar cair o meu velho chapeu-de-chuva num contentor de plastico, o que me deixou bastante triste. Resistiu comigo a dias molhados durante cerca de 6 anos. Nunca um pequeno guarda-chuva me abrigou das bategas durante tanto tempo. Ainda estou, de certa forma, em estado de luto.

Ja no estadio e no meio da claque suiça, nao consegui gritar nem saltar pela Suiça. Gosto muito deste pais, mas nao exageremos. Quem conseguiu gritar e durante todo o jogo, foi uma adolescente histerica que quase me rebentava com os timpanos. Entretanto, e do outro lado da barricada, a claque turca, apesar de estar em evidente minoria, fazia tremer as fundaçoes do St. Jakob. É a cena dos paises quentes, o sangue ferve-lhes e nao ha nada a fazer.

Apesar da chuva e da ausencia do meu guarda-chuva, estive sempre abrigada pela cobertura do estadio. O que achei mesmo fixe foi a nova camara, presa por quatro fios de aço que desliza sobre o jogo e capta imagens que as outras nao captam. Choveu copiosamente durante quase toda a primeira parte. A bola, pesada e escorregadia da agua, parecia ter mente propria e os jogadores escorregavam amiude.

No final, tentei consolar os meus companheiros suiços, mas nao servi de muito.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Bategas...

Tenho querido escrever um post a relatar a minha ida ao Suiça-Turquia e a experiencia do Euro por aqui, mas a verdade é que ainda nao tive oportunidade. Por enquanto queria apenas aqui expressar o meu protesto relativamente a quantidade de precipitaçao que tem banhado a Suiça. Sim, eu sei que voces por ai andam a fritar e fazem coisas nojentas tipo ir a praia apanhar sol e tomar banho no mar. Eu aqui quase nado... nas poças na rua. Sniff.

domingo, 8 de junho de 2008

Como uma força

Ontem assisti a ambos os jogos de abertura do Euro 2008. Muito gosto me deu ver a nossa selecçao, que jogou bem e me fez sentir um pouco mais perto de casa. Na quarta-feira vou ver o Suiça-Turquia, sem grandes expectativas porque os suiços perderam a sua grande esperança, o principal marcador Alex Frei. No entanto, embora fosse minha intençao ir vestida com a camisola de Portugal, acedi a usar a camisola Suiça e apoiar este pais que me acolhe, pelo menos durante este jogo e na condiçao de o resultado nao prejudicar o nosso apuramento.


terça-feira, 27 de maio de 2008

Pedalar até ao emprego

Hoje tomei coragem e fui de bicicleta para o trabalho. O caminho dura cerca de 10 minutos e é praticamente plano. Mesmo assim, levei capacete. Isto na cidade nunca se sabe e eu nao quero morrer de hemorragia interna apos bater com a tola no chao. A hora do almoço peguei no meu tupperware e ciclei até a um pequeno parque no centro da cidade. Nunca pedalei no meio de tanto automovel e confesso que fiquei um pouco nervosa. Nunca fui famosa pelo meu sentido de orientaçao e ainda nao consegui perceber em que ruas as bicicletas sao permitidas. Mas sobrevivi. É uma doce sensaçao, nao depender de transportes publico para chegar a casa. Gostei e vou repetir.

domingo, 25 de maio de 2008

Um pedacinho de Eça

O visconde Reinaldo, que batia com os pés nas lajes, rosnou de dentro da sua peliça:
- É verdade, aqui estamos outra vez na pocilga!
Mas àquela hora?
- A que horas queria voce que chegassemos? Às horas da tabela, talvez! Doze horas de atraso, essa bagatela! Em Portugal é quase nada...
- Houve algum transtorno? - perguntava o criado com solicitude, seguindo-os pela escada.
E Reinaldo, pisando com um pé nervoso o esparto do corredor:
- O transtorno nacional! Descarrilou tudo! Estamos aqui por milagre! Abjecto pais!... - E desabafava a sua colera com o criado: te-la-ia desbafado com as pedras da rua, tanto era o excesso da bilis: - Ha um ano que a minha oraçao é esta: "Meu Deus, manda-lhe outra vez o terramoto!" Pois todos os dias leio os telegramas a ver se o terramoto chegou... e nada! Algum ministro que cai, ou algum barao que surge. E de terramoto nada! O Omnipotente faz ouvidos de mercador as minhas preces... Protege o pais! Tao bom é um como outro! - E sorria, vagamente reconhecido a uma naçao cujos defeitos lhe forneciam tantas pilhérias.
Mas quando o criado, muito consternado, lhe declarou que nao havia senao um salao e uma alcova com duas camas, no terceiro andar - a colera de Reinaldo nao conheceu restriçoes:
- Entao havemos de dormir no mesmo quarto? Voce pensa que o Sr.D.Basilio é meu amante, seu devasso? Esta tudo cheio? Mas quem diabo se lembra de vir a Portugal? Estrangeiros? É justamente o que me espanta! - E encolhendo os ombros com rancor: - É o clima, é o clima que os atrai! O clima, este prodigioso engodo nacional! Um clima pestifero. Nao ha nada mais reles que um bom clima!...


O Primo Basilio
Eça de Queiroz

sábado, 24 de maio de 2008

Milano

Um amigo meu vai em breve a Milao. Aqui deixo alguns momentos da minha visita a cidade em Novembro do ano passado.





segunda-feira, 19 de maio de 2008

Participaçao vs Letargia

A Suiça tem a peculiaridade de possuir um sistema politico que, apesar de mais complicado, é muito, mas mesmo muito participativo. Para começar, convem recordar que a Suiça divide-se em cantoes. É como um Estados Unidos em ponto pequeno, os cantoes teem bastante autonomia embora façam parte de um unico nivel nacional. Por ano fazem-se varios referendos, consultando a populacao nas mais diversas matérias (quanto à existencia de um unico ou de varios seguros de saude, à legalizaçao das drogas leves, etc). O voto pode ser exercido quer pessoalmente, quer por correio, ou ainda pela internet. Pelo que tenho sabido, por aqui faz-se muito pouco sem o consentimento do povo e parece-me até que as pessoas se encontram extremamente bem informadas quando exercem o seu direito de voto.

Se ainda nao ficou claro, é para mim inacreditavel que no nosso pais se tomem decisoes , assentes nas contribuiçoes e nos impostos suados de todos nos (embora nos meus felizmente jà nao), sem nunca sermos consultados. A médio prazo, os efeitos destas decisoes terao repercussoes nos nossos direitos basicos. Teremos, por exemplo, acesso (pago) a uma nova ponte sobre o Tejo, cuja real necessidade ainda esta por provar, sem termos acesso a bons cuidados de saude num hospital publico.

Aqui ha um par de anos atras duas amigas minhas, de quem gosto muito, esquivaram-se a ir votar nas autarquicas. Uma nao quis e a outra nao teve vontade de apanhar um autocarro ao Domingo. Lembro-me de ter uma discussao acesa com elas porque nao conseguia perceber como nao podiam exercer o seu unico acto participativo, num sistema eleitoral tao pobre em participaçao. So quem vota é que se pode queixar do estado das coisas, quem nao vota cruza os braços e acena afirmativamente com a cabeça. E essa é uma diferença abissal.

domingo, 18 de maio de 2008

Euro 08

Como é amplamente conhecido, o Euro 2008 vai ter lugar aqui. O processo de aquisicao de bilhetes e algo complexo. Concorre-se e, com alguma sorte, é concedida a opcao de adquirir bilhetes para um jogo aleatorio. Por mais que me deixasse feliz ver um jogo de Portugal, vou ter de contentar-me com o Suica-Turquia. Estou a pensar se hei-de ir ao jogo vestida de adepta lusa ou se devo passar mais despercebida. Considero ainda se hei-de comprar a bandeirinha e expo-la, juntando-me assim ao pessoal imigrante na Suica. A ver.

Update

Na sexta-feira terminei finalmente o concurso para a extensao do jardim zoologico. A semana pareceu infindavel e, para culminar, nao dormi de quinta para sexta. Senti uma comocaozinha aquando do fim dado que, se tudo correr bem, nao terei de voltar a olhar para o bendito projecto. Vim para casa a hora do almoco de sexta feira, fui de bicicleta as compras e quando regressei a casa corri os estores e fingi que nao existia mais, pelo menos durante algumas horas.

Hoje fui até Winterthur visitar um par de exposicoes de fotografia. Uma sobre Paris no final do seculo XIX/inicio do seculo XX e a outra sobre a Suica durante os anos 30/40/50. Senti uma certa melancolia por uma existencia menos complexa e porventura mais satisfatoria, embora fisicamente muito mais extenuante. Numa das fotos de Paris, um cartaz anunciava "la poudre perlinpinpin". Pergunto-me se sera o mesmo pozinho magico de que ouvimos falar enquanto criancas e onde se vendera por estes dias. Tambem vi algumas fotos de bordeis e prostitutas parisienses, sem duvida um dos pontos altos da exposicao.

Hoje faz anos uma das minhas amigas, que conheco desde que sou gente. Aturou-me (e atura-me) os maus genios, apoia a minha familia na minha ausencia. Faz parte da casa, portanto. Aqui deixo os meus mais sinceros desejos de muitas felicidades.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

A proposito

Hoje foi noticia de capa do DN a emigracao portuguesa que, segundo consta, aumentou em cerca de 50% nos ultimos anos. Os principais paises de destino sao a Suica, Andorra, Luxemburgo e Franca. Queria aqui citar parte da noticia e o link da mesma, mas o site do jornal nao esta a colaborar esta noite.

No editorial o director comenta a noticia, lembrando o facto de a emigracao existir sobretudo nos paises mais fragilizados (ja nao me lembro de qual a palavra utilizada, mas deixo aqui esta, que soa gentil). Claro que se trata de um movimento assente na ausencia de conforto economico. Mas mais do que isso, na falta de oportunidades e de condicoes. E um facto que duas pessoas com a mesma formacao e nacionalidades distintas (digamos portuguesa e suica, so porque eu quero), tem opcoes, direitos, deveres e salarios bastante diferentes.

Finalmente consegui. Aqui fica o link.

Vals



Em Janeiro.

domingo, 4 de maio de 2008

Novo Jardim Botanico de Barcelona

Por detras do estadio de Montjuic.


Gostei deste bocadinho

Houve aqui ha uns anos um profundo e cavo filosofo dalém-Reno que escreveu uma obra sobre a marcha da civilizacao, do intelecto - o que diriamos, para nos entenderem todos melhor, o progresso.

Descobriu ele que ha dois principios no mundo: o espiritualista, que marcha sem atender a parte material e terrena desta vida, com os olhos fitos em suas grandes e abstractas teorias, hirto, seco, duro, inflexivel, e que pode bem personalizar-se, simbolizar-se pelo famoso mito do Cavaleiro da Mancha, D. Quixote; o materialista, que, sem fazer caso nem cabedal dessas teorias, em que nao crê, e cujas impossiveis aplicacoes declara todas utopias, pode bem apresentar-se pela rotunda e anafada presenca do nosso amigo velho, Sancho Panca.

Mas, como na historia do malicioso Cervantes, estes dois principios tao avessos, tao desencontrados, andam contudo juntos sempre; ora um mais atras, ora outro mais adiante, empecendo-se muitas vezes, coadjuvando-se poucas, mas
progredindo sempre.

Viagens na minha terra
Almeida Garrett

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Macaquices

Aqui vos deixo um bocadinho da minha tarde no Zoo.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Domingos al sol


O lago Zurique. A direita sou eu.

Arca de Noé

Sempre padeci de algum cepticismo quanto aos jardins zoologicos. Acedi a ir ao Zoo de Zurique no Sabado passado por tres razoes. Primeiro, porque me puseram a fazer o concurso para a ampliacao do Zoo. Segundo, porque o dia estava soalheiro e convidativo para qualquer actividade ao ar livre. Finalmente, porque o Zoo de Zurique nao tem as jaulas tradicionais a que nos reportamos quando pensamos no Jardim Zoologico. Os animais tem espaco e alguns ate sitio para se esconderem, se nao quiserem ser importunados pelos visitantes. Diverti-me muito e o meu cepticismo evaporou sob o calor ameno da tarde. Puff!


O Areias, um dos icones da infancia de muitos de nos.

Ja agora, fiquei a saber que os camelos nao guardam agua nas bossas. Guardam sim gordura, ou seja, energia. A razao porque suportam a ausencia de agua esta relacionada com a maneira como o seu organismo funciona, necessitando naturalmente de pouca quantidade de agua.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Nao dobrar, por favor

Ja por varias vezes fui ao cinema em Zurique. Nas zonas menos cosmopolitas os filmes tendem a ser dobrados em alemao, enquanto que nas cidades e relativamente facil encontrar as versoes originais legendadas. Em Zurique as legendas sao em frances e alemao, o que ocupa mais ou menos 1/4 do ecra.

No Sabado passado decidi ir ao cinema, cerca de 10 minutos antes da sessao comecar. De bicicleta sao menos de cinco minutos ate ao centro comercial mais proximo, com varias salas de cinema. Comprei o bilhete a pressa, porem sentei-me confortavelmente na sala antes dos trailers comecarem. Eis que os ditos comecam, dobrados em alemao. Viro-me para o M. e pergunto com algum panico na voz "Tens a certeza de que o filme nao é dobrado?". Olhou-me com a expressao de quem nao faz a mais pequena ideia e de quem so agora reflectiu sobre semelhante questao.

Enquanto ele desaparecia por detras das cortinas para indagar, antes que fosse tarde demais para evitar a catastrofe iminente, comecava o filme. A jovem protagonista de "Juno" surgiu no ecra, deixando cair as cuecas no chao em pleno ambiente de media-luz, como quem esta prestes a conspurcar a sua pureza adolescente. Seguiu-se um grande plano do rosto da mesma jovem no momento em que ela articulava algo em alemao. Levantei-me da sala e fui trocar os bilhetes por vales para uma proxima vez, na qual nao existam enganos quanto a versao do filme.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Mas quem é que ainda vota neste gajo?


Heim?

Inadaptada


Fui ontem ao concerto dos Wombats numa discoteca chamada Abart. Reservei bilhetes e poucos minutos antes da abertura das portas, encontrava-me na bicha para levantar os bilhetes. Olhei em meu redor e apercebi-me que seria provavelmente a pessoa menos jovem daquela aglomeracao imberbe. Atrevo-me a dizer que, em comparacao com a minha envolvente, senti que a indumentaria que evergava era claramente demasiado respeitavel.

Com algum tempo antes do inicio do concerto, ainda dei um salto a casa para achincalhar as minhas vestes e melhor me misturar com o cenario. A verdade e que existem duas hipoteses para a aquisicao de bilhetes. Penso que o pessoal mais velho compra os bilhetes na internet para evitar constrangimentos como o meu. Os mais novos fazem fila com uma garrafa de cerveja na mao e trajes estilo rock star decadente londrino. Foi giro.

domingo, 13 de abril de 2008

Nao sou nenhum Einstein, mas...

Na minha segunda aula de alemao apareceram dois colegas da America Latina. Devo admitir que nunca pensei ouvir alemao com sotaque espanhol. Soa tao absurdo como em ingles. A rapariga é colombiana e contou-me que trabalha numa discoteca latina. O marido e ela experimentaram abrir uma pizzaria que entregava ao domicilio. Ao que parece, nem ela nem ele sabem falar alemao fluentemente, muito menos percebem o dialecto suico. Foi com espanto que me disse que o negocio nao resultou porque ela nao conseguia perceber o que lhe encomendavam os clientes pelo telefone. Nao quero aqui passar julgamentos sobre as pessoas, mas sera que eles nao se podiam ter lembrado desse pormenor antes de decidirem abrir a loja?

Estou a ler este "livrinho"


Was it possible that this absence of war - marvellous though it was and so forth: that went without saying - was it possible that it had actually trivialised people? Because everything was so bloody trivial now, wasn't it? This was The Trivial Age. Politics was trivial. What people worried about was trivial - mortgages and pensions and the dangers of passive smoking. Jesus! - he shot a look at O'Brian - is this what we've been reduced to, worrying about passive smoking, when our parents and our grandparents had to worry about being shot or bombed?

Robert Harris, Archangel.

Este autor escreveu tambem um livro chamado Fatherland, que parte da premissa que a Alemanha ganhou a Segunda Guerra Mundial. Quando leio os livros dele, parece que estou no meio de um bom filme de accao/suspense, com uma pesquisa historica bem consolidada como base.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Deutsch B2

Comecei na Segunda-feira o meu novo curso de alemao. Devo dizer que me deu muito gozo. Os colegas sao da Polonia, do Japao, de Israel, da Servia, da Holanda, da Italia, tanto quanto me lembro. Sei que existem muitas pessoas a aprender alemao, mas dar-lhes rostos faz-me sentir menos isolada. Obviamente, nao sou a unica a quem a lingua passa parcialmente ao lado.

O curso e na Migroklubschule. O Migros (o ultimo 's' e silencioso) e uma das duas grandes cadeias de supermercados aqui da Suica. O fundador criou uma escola que ensina quase tudo, desde artes a linguas. O ensino tem bastante qualidade e o preco e mais acessivel que o das outras escolas.

Na proxima aula tenho que falar sobre alguem famoso que viva em Portugal. O Saramago vive em Lanzarote e acho que falar do Siza e esticar-me demais para a Arquitectura. Ainda pensei no Durao Barroso e no Cristiano Ronaldo, mas acho que nao vai correr bem. Tavez va buscar alguem que ja nao esteja vivo, como o Vasco da Gama. Assim talvez consiga passar a ideia de que um dia fomos muito importantes. Afinal de contas, eramos donos de metade do mundo, caramba!

domingo, 6 de abril de 2008

O meu quarto em Rougemont

Durante quase um ano vivi uma existencia muito sossegada na antiga casa do padre da vila (chamada La Cure), num quarto demasiado grande para os meus parcos pertences. A madeira do chao rangia e durante o Inverno acordei algumas manhas com a neve a cair do outro lado janela.
Eis o aspecto do quarto da ultima vez que o vi.


sábado, 5 de abril de 2008

1 Ano


Nao me recordo do dia exacto em que cheguei, mas creio que ca estou faz um ano.

Tive duas visitas. Tendo em conta que uma foi da minha mae e que outra foi de uma amiga dinamarquesa, admito uma ou mais das seguintes hipoteses:
a) nao gostam de mim (sniff);
b) o pessoal esta teso;
c) o pessoal nao curte a Suica;
d) a minha mae so veio ca porque lacos de sangue nos unem.

Gosto muito de ca estar.